Prédios das estações de trem são ricos em história e arquitetura

Gare de Lyon, Gare du Nord, Gare de l’Est, Gare Saint-Lazare, Gare Austerlitz, Gare de Bercy e Gare Montparnasse. Quem esteve (ou planeja estar) já sabe que gares são as grandes estações onde chegam e partem trens vindos da França e de outros países da Europa.

Administradas pela SNCF, estatal responsável pela exploração comercial e manutenção das ferrovias francesas, as gares funcionam em grandes instalações, boa parte delas do final de século 19, época em que os trilhos ainda eram administrados por companhias privadas, de acordo com as regiões as quais atendiam.

A Gare de Lyon e a Gare du Nord, temas deste post, mantêm-se em prédios históricos, que valem ser apreciados mesmo que por fora, durante sua estada na capital francesa.

A Gare de Lyon foi construída para a exposição universal de 1900. Seu destaque é a chamada torre do relógio, um campanário com 67 metros de altura e cobertura de zinco, que lembra o Big Ben de Londres. Obra de Paul Garnier (1801-1870), o relógio monumental tem quatro mostradores de 6,4 metros de diâmetro e uma superfície de 140 m2 de vitrais. Os numerais romanos de latão são pintados à mão e têm um metro de altura. As agulhas medem 4 metros e 2,8 metros.

A Gare du Nord foi inspirada pela arquitetura romana. Sua fachada é ornamentada por estátuas de até 5 metros de altura, representando as principais cidades atendidas pela companhia no final do século 19, dentre as quais Londres, Berlim, Amsterdã, Viena e Bruxelas. De pedra, chama a atenção pela sua dimensão, vista de a distância.