Um bate-e-volta até Malmaison, o château de Josephine Bonaparte

O Château de Malmaison foi refúgio e última morada de Josephine de Beauharnais, após seu divórcio com Napoleão Bonaparte, o político mais influente da França no século 19. A propriedade, há 40 minutos de Paris, no município de Rueil-Malmaison, é uma surpresa para quem quer fugir do circuito tradicional.

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O castelo, museu desde 1905, está em excelente estado de conservação e com acervo maior, desde 2017, quando inaugurou uma ala exclusiva para contar como foi o exílio de Napoleão na Ilha de Santa Helena. No inverno, opção para tomar sol, ‘congelar’ (com elegância, por favor) pelo jardim e conhecer um pouco mais da intimidade do polêmico casal, que se dissolveu em meio a acusações de infidelidade e esterilidade (contra Josephine).

A origem do nome de Malmaison, ‘Casa do Mal’ em português, estaria vinculada à descoberta de uma cova com corpos de invasores normandos que atacaram a região durante a Idade Média. O nome ficou e foi incorporado com o passar dos anos.

A propriedade foi comprada por Josephine Bonaparte em 1799, ato confirmado pelo então marido que era cônsul da França, mais tarde imperador. De 1800 a 1802, o pequeno castelo vira uma espécie de sede do governo francês. A partir de 1809, residência oficial da imperatriz francesa já divorciada.

Aliás, a separação custou alto para Napoleão. A propriedade de Malmaison ficou para Josephine com todas as suas coleções. Uma pequena fortuna, herança de um estilo de vida extravagante e perdulário que pode ser conferido até hoje graças ao irretocável museu em Malmaison.