Salvator Mundi, versão Ganay, tem mais cores e menos efeito sfumato

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Na ausência de Salvator Mundi, quadro atribuído a Leonardo da Vinci e considerado o mais caro já vendido do mundo, a retrospectiva para marcar os 500 anos da morte do artista italiano traz o Salvator Mundi, versão Ganay, pintado por um de seus alunos.

Nessa versão, propriedade de coleção particular, a antiga coleção do Marquês de Ganay, o protótipo desenvolvido por Leonardo da Vinci é executado com precisão, porém com cores mais vivas e menos sfumato, efeito do mestre, para passar aquela impressão do “evaporar como a fumaça” perceptível em óleos sobre tela, como A Monalisa.

O Salvator Mundi, na versão Ganay, nasceu entre 1505 e 1515, ao que tudo indica

IMG_0399num dos ateliês de Leonardo da Vinci, quando do seu retorno à cidade de Florença.

Na retrospectiva do Louvre, o Salvator Mundi, na versão Ganay, é uma das últimas obras a percorrer. Ao lado do quadro, estão os estudos originais realizados pelo mestre italiano, construindo a ideia de um Cristo salvando o mundo, tema que simbolizava o momento político em que viveu, marcado por um contexto republicano, da tirania em queda e da liberdade restaurada, de acordo com a curadoria da megaexposição.

O outro Salvator Mundi, esse executado por Leonardo da Vinci e arrematado durante um leilão nos Estados Unidos em 2017, por 450 milhões de dólares, continua em local incerto, provavelmente em poder de um colecionador excêntrico ou interessado em, no futuro, faturar com a aquisição.

Vai na exposição Leonardo da Vinci – 1452-1519? Em Paris, o mais legal é compreender o que está se vendo.